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10% DOS JOVENS BRASILEIROS NÃO ACREDITAM QUE CHEGARÃO A SE APOSENTAR

Pesquisa norte-americana, feita com 19 mil jovens entre 20 a 34 anos em todo o mundo, revela que 12% deles acreditam que terão que trabalhar até morrer. Os mais pessimistas diante da expectativa de aposentadoria são os japoneses. Aqui no Brasil, 10% dos entrevistados não contam com aposentadoria no futuro.

Enquanto no Brasil a reforma da Previdência estuda mudanças nas regras — como a definição de uma idade mínima para a pessoa poder se aposentar — um estudo divulgado em maio mostrou que muitos jovens entre 20 e 34 anos esperam trabalhar até morrer.

A pesquisa ouviu 19 mil jovens da Geração Y (a geração que nasceu a partir de meados da década de 1980) que estão trabalhando, em 25 países. E o Brasil é o 12º da lista de 18 nações em termos de porcentagem de jovens que acreditam que não conseguirão parar de trabalhar.

O Japão é o país em que a maior porcentagem de entrevistados não esperam se aposentar. São 37%, pouco mais de duas vezes o índice no segundo colocado, a China (18%). Em terceiro aparece a Grécia, com 15%. Já o Brasil ocupa a 12ª colocação: aqui, 10% dos jovens acreditando que vão trabalhar sem conseguir se aposentar. Na média geral, 12% dos entrevistados acreditam que vão trabalhar até a morte.

A pesquisa também mostrou que o otimismo da Geração Y brasileira com as perspectivas de suas carreiras está relativamente em alta. No país, de 60% a 69% destes jovens estão otimistas ou confiantes com o futuro.

Os jovens brasileiros trabalham, em média, 45 horas semanais — assim como acontece com membros dessa geração nos EUA e na Noruega. O país com maior jornada semanal é a Índia, com 52 horas. Na “lanterna” estão as 41 horas por semana trabalhadas no Reino Unido e na Austrália.

A geração Y (ou do milênio), que abrange nascidos após 1980 até meados da década de 1990, vai representar mais de um terço da força de trabalho no mundo em 2020, de acordo com o estudo.

Segundo o estudo, a geração Y espera fazer longas jornadas de trabalho e até atuar por mais tempo do que as gerações anteriores. Mas, por outro lado, a maioria (84%) pretende fazer pausas, de mais de quatro semanas, na carreira para cuidar de projetos próprios.

As razões para fazer pausas na carreira são as mais variadas. Entre as mulheres, 61% planejam ser mães, 30% pretendem cuidar de parentes, 11% querem ajudar o parceiro no trabalho e 9% querem fazer trabalho voluntário.

Já entre os homens as prioridades são diferentes: 42% pretendem pausas para relaxar e viajar, 26% para casamento e lua de mel, 24% para ir atrás de um sonho ou de um hobbie e 21% para estudar.

O levantamento do MANPOWER GROUP, feito em 25 países com 19 mil pessoas da geração Y,  tem como objetivo fornecer conselhos para ajudar os empregadores a repensar suas práticas para atrair, reter e desenvolver os trabalhadores dessa geração.

Dinheiro e segurança valorizados

Segundo a pesquisa, dinheiro/salário (92%), segurança (87%), feriados e descanso (86%), bons colegas de trabalho (80%) e trabalho flexível (79%) são as prioridades dos jovens na hora de procurar emprego. No Brasil, 91% valorizam ter bons colegas de trabalho, enquanto o índice é de 55% no Japão. Políticas de aposentadoria são importantes para 39% dos japoneses, para 50% dos australianos e para 85% dos indianos.

Oito em 10  da geração Y no México, Índia e Brasil disseram que trabalhar para empresas com responsabilidade social e alinhadas aos seus valores é importante. Ao invés de um longo trabalho para a vida, a geração Y entende que precisa de desenvolvimento contínuo para se manter empregado: 93% querem manter o aprendizado durante a vida e estão dispostos a usar seu próprio tempo e dinheiro para a formação contínua. Quatro em cada 5 disseram que poder aprender novas habilidades é um fator importante quando avaliam um novo emprego e 22% pretendem fazer uma pausa prolongada do trabalho para ganhar novas habilidades e qualificações. A geração Y redefiniu a segurança do emprego como segurança da carreira e não a sua jornada no trabalho.

Na empresa

Eles buscam novas oportunidades com o atual empregador e não com o próximo: 63% pretendem ficar no emprego atual nos próximos anos. No entanto, quando questionados qual o tempo certo a permanecer em um cargo antes de uma promoção, cerca de dois terços respondeu menos de dois anos e um quarto disse menos de 12 meses. Essas posições confirmam o apetite para desafios e novidades.

Reconhecimento e afirmação são importantes. Metade da geração Y consideraria deixar seu trabalho atual por falta de reconhecimento e apreciação. Quando eles procuram outro lugar, salário, benefícios e oportunidades se tornam significativos.

Os 10 países em que mais jovens acham que trabalharão até o fim da vida:

Japão: 37%

China: 18%

Grécia: 15%

Canadá: 14%

Índia: 14%

Cingapura: 14%

Itália: 12%

Reino Unido: 12%

EUA: 12%

Austrália: 11%

Fonte: http://goo.gl/TSChxr/ ; http://goo.gl/45MUaZ

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