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ANTECIPAR RESTITUIÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA EXIGE CUIDADO

Bancos já têm linhas de crédito para adiantar o dinheiro. Mas é bom só para quitar dívida com juro alto
O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física mal começou e os bancos já anunciam linhas de crédito para antecipar a restituição. Apesar das ofertas parecerem muito tentadoras, o contribuinte deve fazer uma diagnóstico de suas dívidas e analisar os benefícios de contratar esse empréstimo. Especialistas advertem que só vale a pena se os juros das dívidas atuais do contribuinte forem bem maiores que os cobrados para antecipação do IR.
A antecipação é um serviço que faz com que os contribuintes não precisem esperar pelos lotes de restituição para receber os valores devidos. Porém, vale lembrar que isso tem um preço: os juros cobrados pelas instituições financeiras, que estão variando de 2,3% a 2,99%, na média. Por isso, o educador e terapeuta financeiro Reinaldo Domingos, presidente do Instituto Dsop de Educação Financeira, alerta que só vale a pena para os contribuintes que estão precisando do dinheiro com urgência.
A necessidade de recorrer a este crédito já é um grande sinal de um descontrole financeiro do contribuinte. “Para quem está endividado e pagando taxas mais altas de juros do que as oferecidas pelos bancos na antecipação, ela pode ser um bom negócio”, explica Domingos. Se este for o caso, ele aconselha a pessoa a fazer uma boa pesquisa nos bancos que oferecem a linha. Isso porque a disputa pelos clientes é grande e as taxas cobradas variam muito entre as instituições financeiras.
Cartão ou cheque

Para o economista da Associação Comercial e Industrial de Goiás (Acieg), Ot Vitoy, as taxas cobradas nas linhas de antecipação da restituição do IR ainda são muito elevadas, podendo chegar a 4% mensais. Por isso, ele recomenda que esse crédito só vale a pena se a pessoa tiver dívidas com juros acima de 5%, como é o caso do cartão de crédito ou cheque especial. Fora isso, a antecipação só deve ser usada numa emergência de saúde, por exemplo.
Por isso, caso não haja essa urgência para acessar esse recurso extra, o melhor é aguardar a chegada da restituição no tempo certo. Enquanto isso, ela ainda vai sendo corrigida pela Taxa Selic. Além disso, Ot Vitoy alerta que o contribuinte ainda corre o risco de ser um dos últimos a receber a restituição ou mesmo de cair na malha fina.
Por isso, antes de pedir a antecipação ao banco, ele deve ter certeza de que tudo está correto na declaração entregue à Receita Federal. “Cair na malha fina é mais fácil do que parece, principalmente com a ampliação de cruzamentos pela Receita Federal”, alerta Reinaldo Domingos. Além disso, se o contribuinte tiver a restituição retida em malha, ela pode ter o valor reduzido ou ainda ser transformada em imposto a pagar.

Nesse caso, ele será obrigado a quitar o empréstimo sem ter o dinheiro da restituição para isso, o que pode piorar ainda mais a situação de endividamento.

Fonte: dsop.com.br

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