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CRISE ACENTUA DESEQUILÍBRIO DO INSS

O déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) registrado em julho foi de R$6,2 bilhões. No ano, já acumula R$33,7 bilhões.  Um aumento de R$10,5 bilhões entre os primeiros semestres de 2014 e 2015. O desequilíbrio do RGPS foi determinante para explicar o déficit primário das contas do Governo. Em termos reais, entre 2014 e 2015 as contribuições previdenciárias diminuíram R$6,3 bilhões no semestre, enquanto os benefícios do INSS aumentaram R$7,4 bilhões, totalizando R$204,3 bilhões.

Com o aumento da quantidade média mensal de benefícios de R$27,3 milhões em 2014 para R$28,3 milhões neste ano, o crescimento do desequilíbrio do RGPS é inexorável. Ainda pior, só tenderá a crescer com o corte de vagas com carteira assinada, de acordo com informe do Ministério do Trabalho.

A evolução do salário mínimo, que é o que recebem cerca de dois terços dos segurados da Previdência, é uma das causas do desequilíbrio previdenciário. Entre os primeiros semestres de 2014 e 2015, o Tesouro aumentou em mais de 50% a compensação do RGPS – o montante transferido à Previdência para compensar desonerações tributárias sobre a folha de pagamento.

A inflação aparece com mais força nas contas previdenciárias, embora não tenha aumento real dos benefícios. O valor médio real pago pelo RGPS aos beneficiários foi de R$1.057,95 no primeiro semestre de 2015. Ou seja, nem o fato da alta da aposentadoria ser apenas nominal bastou para evitar o aumento do déficit.

Fonte: Estadão

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